
(...) Na organização dos reinos fons e nagô-ioruba, as mulheres desempenham um papel ativo, eram elas que administravam o palácio real, assumindo os postos de comando mais importantes, além de fiscalizarem o funcionamento do estado.Silveira (2000)
A valorização da Mulher a partir de uma experiência afro-brasileira.
Mundo Iyálodê

(...) Na organização dos reinos fons e nagô-ioruba, as mulheres desempenham um papel ativo, eram elas que administravam o palácio real, assumindo os postos de comando mais importantes, além de fiscalizarem o funcionamento do estado.Silveira (2000)
(...) Na organização social ioruba, que é polígama, contrariamente ao conceito que pessoas mal-informadas fazem, as mulheres usufruem uma maior liberdade que a que se dá nas uniões monigâmicas. Na grande casa familiar do esposo, elas são aceitas como progenitoras dos filhos, destinadas a perpetuar a linhagem familiar do marido. Mas elas nunca aí são totalmente integradas, deixando-lhes esse fato uma certa independência. Após o casamento, elas continuam a praticar o culto de suas famílias de origem, embora seus filhos sejam consagrados ao deus do cônjuge.Pierre Verger (1986)
(...) Percebe-se, assim, que o papel da mulher ioruba vai além do desempenhado nas atividades econômicas. Ela é mediadora, não só da troca de bens econômicos, como também de bens simbólicos. O lugar social ocupado pela mulher ioruba, sem sombra de dúvida, possibilita-lhe o exercício de um poder fundamental para a vida africana."Negras, mulheres e mães: lembranças de Olga de Alaketu" Teresinha Bernardo


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